“Saudações a todos. Nasce o Estandarte do Povo - movimento político e cultural - que tem o intuito de fazer reverberar a voz de qualquer um que se proponha a propagar conhecimentos livres e libertadores. A intenção é trazer a todos, importantes contribuições que têm se perdido no tempo. Venha conosco, leia e contribua para que o Estandarte possa de fato alcançar sua meta. Deixe o Estandarte do Povo passar!”

Ricardo Maciel, Robson Rocha e Wadson Xavier.

Contribuições pelo E-mail: estandartedopovo@hotmail.com

Deixa o estandarte do povo passar
eu quero ver esta gente cantar
cantando a plenos pulmões
a alegria dos corações
que ainda precisam
do samba pra chorar

Canta, minha gente canta
Deixa o estandarte passar
que o carnaval da gente
ele veio inaugurar

Eu vou cantar com empolgação
na avenida encontrei a redenção
Vou seguir os passos do poeta,
agora é a vez da nossa festa!

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Noites Mágicas - Alexandre da Silva Azevedo

Tenho vivido as delirantes noites mágicas
dos sentidos e da vontade
desde que conheci a paz
que ultrapassa a compreensão

Por isso permaneço atento
à serenidade da luz e dos espaços solitários

As cores, agora, explodem meus olhos
E eu busco, em vão, alcançar o sol
Canto alucinadamente
Flutuo entre nuvens
Sinto-me iluminado ---
misteriosamente iluminado nesta solidão!

Já é noite - Alexandre da Silva Azevedo

Já é noite
a cidade já se apagou
e aqui ficou tudo muito vazio
depois que você partiu

Já é noite
lá fora chove e venta
e aqui as coisas não vão bem
desde que você partiu

Já é noite
bebemos nossas horas de abandono
vagando pelas ruas de nossa solidão

Já é noite
o relógio bate a tua espera
as horas arrastam a tua ausência
na minha loucura
de querer te amar

O jovem colorido - Alexandre da Silva Azevedo

O jovem colorido
roupas de cetim brilhante e óculos escuros
está delirando
abrindo as portas do sonho

Seu espírito vagueia por estranhos mundos
e ele viaja através do espelho

O jovem colorido
cabelo despenteado e olhar gélido
agora vive na sombra
numa suave treva de delírio
cheio de guitarras e poeira