“Saudações a todos. Nasce o Estandarte do Povo - movimento político e cultural - que tem o intuito de fazer reverberar a voz de qualquer um que se proponha a propagar conhecimentos livres e libertadores. A intenção é trazer a todos, importantes contribuições que têm se perdido no tempo. Venha conosco, leia e contribua para que o Estandarte possa de fato alcançar sua meta. Deixe o Estandarte do Povo passar!”

Ricardo Maciel, Robson Rocha e Wadson Xavier.

Contribuições pelo E-mail: estandartedopovo@hotmail.com

Deixa o estandarte do povo passar
eu quero ver esta gente cantar
cantando a plenos pulmões
a alegria dos corações
que ainda precisam
do samba pra chorar

Canta, minha gente canta
Deixa o estandarte passar
que o carnaval da gente
ele veio inaugurar

Eu vou cantar com empolgação
na avenida encontrei a redenção
Vou seguir os passos do poeta,
agora é a vez da nossa festa!

domingo, 7 de novembro de 2010

Queridos amigos e amigas
Desde a entrada do século XXI não se tem falado em outra coisa que não seja a expansão da mulher e a mudança de seu perfil social. Não existiu escolas, programas de TV ou jornais que não utilizaram o tema clássico " O papel da mulher na sociedade". Pois bem. Em meio a onda da busca feminina por sua valorização e reconhecimento, não poderíamos deixar passar as eleições de 2010. Nunca a figura da mulher teve um peso tão importante como agora. Dos quatro candidatos elegíveis, duas eram mulheres. E nossa Dilma saiu vencedora. Pela primeira vez o Brasil será governado por uma presidente. Mas o que deve ser lembrado é o momento econômico que essa mulher irá assumir a cadeira de chefe do Estado. Um país que saí da posição de emergente para uma das grandes potências mundiais. Antes, reconhecidos pelo futebol e Carnaval, hoje temos uma posição de destaque no cenário político. Nesse momento em que os olhos do mundo se voltam para nós, apresentamos a todos nossa presidente Dilma Housseff. Mineira, filha de pai búlgaro, polêmica, torturada e prisioneira, recebeu já, antes de sua posse, o título de "Dama de Ferro do Brasil". Talvez essa seja a melhor designação para quem irá decidir o futuro de boa parte dos 180 milhões de brasileiros que hoje somos. Essa é mais uma vitória da democracia. Primeiro vencemos elegendo e reelegendo Lula, sindicalista que se tornou presidente. Agora, mais uma vez, o povo brasileiro demonstra sua consciência política elegendo uma mulher, mesmo depois das calúnias e ataques por ela sofridos. Nosso perfil eleitoral mudou de tal modo, que os antigos conceitos de UM presidente perfeito caíram por terra. Aprendemos a entender as legendas partidárias, a analisar o crescimento e desenvolvimento económico e social, valorizar o voto como meio de decidir nosso próprio futuro. Dilma não venceu por ser mulher, mas por demonstrar a segurança necessária que o brasileiro precisava sentir. Muitas mudanças estão por vir, e muito ainda irá se falar nas expectativas para os próximos quatro anos. Dilma irá enfrentar novas crises mundiais, o fortalecimento da oposição, as especulações a cerca de nosso país, a cobrança pela reforma tributária, a continuidade das negociações com nações amigas, os novos mercados conquistados. São desafios que serão vencidos através da sensibilidade feminina mas com a marca da postura firme e segura de nossa Presidente.
No ano de 2010 que se encerra, esperamos ansiosos por nossos novos tempos e mudanças, por podermos respirar aliviados sabendo que estamos em boas mãos. Cada mãe, esposa, cada brasileira hoje se sente honrada com a posição que atingimos. Junto com Dilma, todas nós somos reconhecidas mundialmente como mulheres competentes e capacitadas. Nossa garra tomou a esfera internacional e até a mulher búlgara se tornou nossa irmã de força e coragem. O que todos nos sabemos é que vamos avançar a cada dia, em passos largos, e de salto alto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Estandarte a respeito dos recorrentes casos de RACISMO NA INTERNET BRASILEIRA após a vitória de Dilma, tendo como objetivo de OFENDER OS NORDESTINOS.

Viva a Lula e Dilma que conquistaram uma vitória memorável, digna desta democracia ainda nascente, mas que já desponta prometendo bons frutos. Como é gratificante ver que a região que foi o berço de nossa sociedade, há muito esquecida por nossos governantes, o Nordeste brasileiro, hoje vem sendo redignificada e continuará sendo caso o governo de Dilma seja, pelo menos, tão progressista como o foi o de Lula. O Nordeste de Salvador e Porto Seguro, da enorme Bahia de Castro Alves e Jorge Amado! O Nordeste do frevo de Pernambuco, da Paraíba do cariri e de Suassuna O nordeste de Sergipe de Sílvio Romero, o primeiro homem a se interessar por Antônio Conselheiros e Canudos - por isso também parceiro de Euclides da Cunha. o nordeste de Alagoas do enorme Graciliano Ramos, do inesquecível "Vidas Secas", do Rio grande do Norte de João do Pulo e das vaquejadas. O mesmo Nordeste que Gilberto Freyre já dissera ser o verdadeiro Brasil, onde pulsa nossa cultura. nordeste do Sertão, o cenário de nossos grandes romances e de nossas mais marcantes epopeías.

Mas esse não é um discurso que exalta apenas o Nordeste. Se falamos do Nordeste é porque assumimos a defesa de uma situação deplorável que agora toma conta das redes sociais na Internet, onde vem sendo propagada mensagens puramente xenofóbicas aos Nordestinos. A exaltação do nordeste é apenas uma forma de demonstrar a estupidez a que este tipo de opinião não pode escapar. Porque no fundo, o que fica claro é, na verdade, que este tipo de opinião provém de camadas da sociedade brasileira que estão insatisfeitas com os crescentes progresso de nossa sociedade e vêem hoje ameaçada a sua posição dominante no Brasil. Não por acaso, essa propagação provém de setores favorecidos de nossa sociedade, que não possuem qualquer compromisso cívico ou republicano.

É lamentável termos que nos deparar com atitudes como a da Estudante de Direito de São Paulo, que assinou como Mayara Petruso, ainda na madrugada de segunda-feira, depois do resultado da eleição presidencial" (Tribuna de Minas, do dia 4/11/2010, pág. 9) que postou no Twitter a seguinte frase: "Nordestino não é gente. faça um favor a SP: mate um nordestino afogado." Permanece apenas o alento de esperar sinceramente que a JUSTIÇA SEJA FEITA E QUE ESSA ESTUDANTE SEJA DEVIDAMENTE PUNIDA, ASSIM COMO TODAS AS OUTRAS PESSOAS QUE COMETERAM CRIMES IGUAIS NA INTERNET.

Entretanto, não nos esqueçamos, que este tipo de declaração apenas demonstra a falta de compromisso da elite brasileira com os problemas de nosso país, com o o racismo e discriminação SOCIAL. Devemos permanecer atentos a este tipo de atitude, seja para divulgá-los em tom de repulsa, seja para denuncía-la em uma exigência de PUNIÇÃO!

O Artigo 224 da Constituição Federal

Vamos conhecer um pouco do tão esquecido Art. 224 da nossa Constituição da República Federativa do Brasil e tentar entender o porquê da grande mídia golpista lutar para que essa norma não seja aplicada no país.

Vejamos o que diz o texto constitucional de 1988:

Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo [Capítulo V, "Da Comunicação Social", do Título VIII "Da Ordem Social"], o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.

Fazendo uma interpretação literal podemos dizer que o legislador constituinte de 1988 inseriu os meios de comunicação (rádio/jornal/tv etc) como meios sociais e democraticos que deveriam ter uma participão dos cidadãos, e para isso seria necessário que o congresso implementasse um Conselho, que ficaria responsável por gerir de forma democrática a Comunicação - como as concessões de TV, que de forma geral se encontram nas mãos de grandes empresários e conhecidas famílias que dominam o cenário político - sem nenhum critério de justiça, lógica ou opnião pública.

A grande mídia, combate ferozmente a proposta de implementar e dar eficácia a Constituição Brasileira, que tanto dizem prezar. Sob o argumento que estariam-lhes cerciando a liberdade de imprensa. Ora, mentira maior não poderia ser. Este Conselho, que seria representado por todos os seguimentos da sociedade civil certamente atendem mais a liberdade do que grupos economicos privados com interesses escusos, como acontece atualmente.

Portanto, temos que privatizar o atual modelo de concessão, aplicado a televisão, para que seja vendido para quem estiver disposto a comprar e consumido por quem estiver disposto a consumir, como um simples produto, inteiramente privatizado, e não hiprocritamente concedido a grupos particulares sem qualquer interesse públco.
Ou então usamos de forma democrática, repensando o atual modelo, o que assistimos é realmente de interesse geral? É feito de forma social e democrática? A criação de um Conselho com participação popular efetiva responderia a esses questionamentos, não apenas eu, nem você. Todos nós!

Para mais informações sobre o tema acessem o site do Dep. Estadual Carlin Moura, autor do projeto de lei (PL 4968/2010) sobre a criação do conselho em âmbito estadual.

Existe, em âmbito federal, a Lei nº 8389/1991, que institui o Conselho de Comunicação Social previsto no artigo 224 da Constituição, no entanto, quem se der o trabalho de lê-la, verá que esta lei não traduz nem um pouco o espírito do legislador constituinte do capítulo "Da Comunicação Social" da Constituição de 1988".

Nossa Lei Magna precisa ser efetivamente cumprida, isso é a verdadeira liberdade democrática, e nao censurar o povo de opniar sobre o que é público em favor de uma pequena parcela que torce por um tipo de mídia no Brasil que não informa, aliena.

Wadson Xavier
Bacharel em Direito

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Registro Velho: Registro Derradeiro?

A eloquência destas imagens traduz o atual estado de conservação da Fazenda do Registro Velho, tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

À beira da completa ruína, esta fazenda pode não sobreviver à temporada de chuvas que se aproxima, e este pode ser um dos últimos registros do local ainda com paredes e alguns pedaços de telhado para contar a história.

Estamos buscando apoios para esta causa, através da realização de um curta-metragem documental sobre a Fazenda e seus diversos aspectos históricos.