Ricardo Maciel, Robson Rocha e Wadson Xavier. Contribuições pelo E-mail: estandartedopovo@hotmail.com | Deixa o estandarte do povo passar eu quero ver esta gente cantar cantando a plenos pulmões a alegria dos corações que ainda precisam do samba pra chorar Canta, minha gente canta Eu vou cantar com empolgação |
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O chão da minha cidade
O chão da minha cidade
Quantos anos já pisei
O chão da minha cidade
Quantos marcas já deixei
Sempre na mesma posição
De quem eu esperaria
Que a mesma retidão
No chão encontraria
Da cabeça do homem
Surgem possibilidades
De inclinar o chão
Na busca da verdade
Mas quem pisa não pensa
Com o mesmo padrão
De quantos passos daria
Para desnivelar o chão
Assim pisantes andam
Sem nada se preocupar
Do porquê naquele chão
Estariam a andar
Mas daí mora o perigo
Onde o pensamento ecoa
Que naquela via pública
Não se anda por à toa
Será que perduraria
A displicência social
Se todos pensassem que
No chão se pisa igual?
Passos longos eu daria
Pr’algum destino chegar
Mas cada homem, cada via
E o chão a nos levar
Agora já compreendo
Tamanha variedade
Asfalto uns vão varrendo
Outros predizem verdades
Os que varrem tem tarefa
Dão a terra dignidade
Mal sabem os andantes
Dos que limpam a cidade
Planejadores de idéias
Contentes ao marchar
Ignorando o trabalho
Dos que estão a assear
Assim a ignorância
Empurra o caminhar
Que não olha os que limpam
Nem os que estão a andar
O chão não tem palavras
Nem orientação
Mas pisado pede ao homem
Um pouco mais de noção
Quantos anos levariam
Para a simples conclusão
De que todos foram feitos
Para igual pisar o chão
O solo ainda não pede
Tão pouco tem razão
Não impede nem incentiva
Encolhimento ou expansão
Cabe a nós pensar
Qual seria a direção
Que o homem almejaria
Caso não pisasse em vão.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Resenha - A Luta pelo Direito (IHERING, Rudolf Von)
O DIREITO ATRAVÉS DA LUTA
Wadson Xavier de Souza
IHERING, Rudolf Von. A Luta pelo Direito. Tradução: Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2005.
Rudolf Von Ihering (1818-1892) ocupa, ao lado de Savigny, lugar ímpar, de relevo, na história do direito alemão, com repercussão de sua obra em todo o mundo ocidental. Estudou Direito primeiro na famosa cidade universitária de Heidelberg, completando o curso em Göttingen e depois em Berlim, em cuja universidade se graduou. Lecionou na Basiléia, Suíça, indo depois lecionar, sucessivamente, em Kiel, em Giessen e, finalmente, em Viena.
Em sua obra “A Luta pelo Direito” Ihering se preocupa em mostrar que em todos os tempos, povos, classes, governos e indivíduos, a busca pelo direito se deu pela luta, pois enquanto o direito estiver sujeito a ameaças da injustiça, ele não terá eficácia senão através da luta, e esse estado constante de injustiça e luta pelo direito perdurará enquanto o mundo for mundo.
No capítulo I, Ihering nos revela que só na luta os cidadãos encontrarão o direito, pois o Direito não é apenas uma teoria pura, mas uma força viva. Remetendo-se a imagem da justiça que sustenta numa das mãos a balança, em que pesa o Direito, e na outra a espada, que serve para o defender. Sem a balança a espada é a violência bruta e sem a espada a balança é a fraqueza do Direito.
Segundo ele a paz que desfrutamos é o resultado de guerras anteriores. Através de fatos históricos Ihering tece argumentos que justificam sua teoria, mostrando que todas as grandes conquistas registradas pela história do Direito - abolição da escravatura, da servidão pessoal, liberdade da propriedade predial, das crenças, etc - foram alcançadas à custa de combates através dos séculos. Demonstrando que a propriedade e o direito podem ser reparados de forma a conferir a um o prazer e a paz e, ao outro, o trabalho e a luta. Pois para se ter o direito é necessário a luta e, para se ter a propriedade é necessário o trabalho.
Ele emprega a palavra direito num duplo sentido, no sentido subjetivo e no sentido objetivo. Sendo o sentido objetivo o conjunto de princípios jurídicos aplicados pelo Estado à ordem legal da vida; e o direito subjetivo a transfusão da regra abstrata no direito concreto da pessoa interessada.
No capítulo II, vemos que a luta pelo direito subjetivo é provocada quando o direito é lesado ou usurpado, quando um indivíduo é lesado em seus direitos deve-se perguntar se ele os sustentará, se resistirá ao seu adversário e, por conseqüência, se ele lutará, ou se efetivamente, para escapar à luta, abandonará covardemente o seu direito. O interesse para consigo mesmo é um preceito para a conservação da própria moral, atingindo toda a sociedade, para que o direito se realize. Ao abrirmos mão do direito estamos dando espaço para a injustiça intencional e para o despotismo. Ihering contraria as idéias de Savigny e Puchta, que acreditavam e defendiam a idéia de que o direito se dá de forma sutil, livre de dificuldades, sem força, sem lutas; ele afirma que somente a luta, sob as suas várias facetas pode explicar a verdadeira história do direito.
No capítulo III, Ihering afirma que a luta pela existência é a lei suprema de toda a criação animada, manifesta-se em toda criatura sob a forma de instinto de conservação. Mostra que através do direito o homem possui e defende a condição da sua existência moral, que sem o direito desce ao nível do animal.
Defendermos o direito é portanto uma exigência de nossa própria conservação moral, o abandono completo é um suicídio moral. Devemos combater por todos os meios de que disponhamos a desconsideração para com nosso direito e a desconsideração para com nossa pessoa. Ihering mostra que não existe direito concreto sem a regra jurídica abstrata. O direito concreto não recebe somente a vida e a força do direito abstrato, mas devolve-lhe por sua vez. A prática das regras do Direito Privado revela-se na defesa dos direitos concretos, e se por um lado estes últimos recebem a vida da lei, por outro lado restituem-na por sua vez.
A realização dos princípios do Direito Público depende dos funcionários no cumprimento dos seus deveres; a das regras do Direito Privado, da eficácia dos motivos que levam o interessado a defender o seu direito: o seu interesse e o sentimento jurídico. Quem defende seu direito, também defende todo o direito. O interesse e as conseqüências do seu ato vão além de sua pessoa, atingindo toda uma nação. Todos nós ao usufruirmos os benefícios do direito devemos contribuir pela nossa parte para sustentar o poder e a autoridade da lei; em suma cada um de nós é um lutador nato, pelo direito, no interesse da sociedade.
No capítulo IV, observamos que o direito quando violado, leva-nos a uma reação de defesa pessoal, sendo então o direito ligado ao idealismo, constituído um direito para si próprio. Pois a essência do direito é a ação. Essa essência pode ser entendida como o idealismo que na lesão do direito não vê somente um ataque à propriedade, mas á própria pessoa. Pois a defesa é sempre uma luta e a luta o trabalho eterno do direito. O autor afirma que, desde o momento em que o direito renuncia a apoiar-se na luta, abandona-se a si próprio, porque só merece a liberdade e a vida aquele que tem de conquistá-la diariamente.
No capítulo V, é demonstrado que o direito perdeu o seu sentido de honrar e fazer justiça a pessoa que o busca, mas sim o que prevalece é o materialismo, não importando mais o bem moral que o litígio e a posterior conquista pelo direito lhe trariam. Ele coloca no mesmo nível a lesão objetiva do direito e lesão subjetiva, ou seja, não se pode mais distinguir aqueles que agiram de má fé, daqueles que agiram para defender seus direitos subjetivos, isto porque se busca o lucro material nesta luta e não mais o sentimento de justiça.
Fazendo uma breve analise da obra de Ihering podemos perceber que o seu texto tenta nos mostrar como é importante lutarmos pelo direito subjetivo no momento em que esse se encontra ameaçado, para nunca esquecermos o verdadeiro sentimento de justiça que isso nos traz. O livro se mostra muito atual no contexto de nossos dias, pois sua leitura nos convida a uma analise de como a busca do direito perdeu seu verdadeiro significado – como o próprio autor diz – para a busca do lucro material.
Sonhei com Gente - Ricardo Maciel
(dedicado aos amigos que tem acompanhado o Estandarte)
Sonhei com gente
que carregava
burros nas costas.
Os seres humanos
faziam às vezes
dos animais de carga.
E arfavam desesperadamente
carregando
os imensos jumentos.
Em outro canto,
um banquete.
Ébrios brindavam no salão,
um especialmente
apontava sedutoramente
a estátua do Deus Baco,
que convidada com razão:
“Você quer ficar conosco”.
Contudo, vi,
no plano abaixo dele,
os olhos horríveis
de seu pai,
que estático
devorava os corpos
daqueles que o filho atrai.
Continuei a vagar
entre sonhos.
Não se pode
escolher sonhar.
Passeava num morro
vestido de Diabo.
Provém ser caçador
para não ser caçado.
No topo vi a cena
Do colosso que se erguia
O comboio rumo à guerra
acordou o gigante
que dormia.
Pôs-se de pé em fúria,
E o povo embaixo:
“Há de nos esmagar
Com uma só pisada”.
De pés tão rudes e grandes
fugiu até o Diabo.
Penetrei então
um salão da inquisição.
Padres ajoelhados
solenemente rezavam.
A dor do cristo ardente
carregavam nas faces.
E na confissão dos penitentes
arrancavam o mal
daqueles inocentes.
Me esgueirei pelos cantos
Satanás não é bem-vindo.
Quando saia ainda vi
A fogueira queimando gentes.
Vagava triste Diabo
perdido nas visões
de cenas amargas
que revelam
as humanas ilusões.
Mas ainda um pensamento
estava por principiar,
vi a última imagem
já perto de acordar:
Na entrada da cidade
subia com felicidade
um cortejo de folia popular.
Cantando e dançando carregavam
o Estandarte que vinha a passar.
Ricardo Maciel
Sonhei com gente
que carregava
burros nas costas.
Os seres humanos
faziam às vezes
dos animais de carga.
E arfavam desesperadamente
carregando
os imensos jumentos.
Em outro canto,
um banquete.
Ébrios brindavam no salão,
um especialmente
apontava sedutoramente
a estátua do Deus Baco,
que convidada com razão:
“Você quer ficar conosco”.
Contudo, vi,
no plano abaixo dele,
os olhos horríveis
de seu pai,
que estático
devorava os corpos
daqueles que o filho atrai.
Continuei a vagar
entre sonhos.
Não se pode
escolher sonhar.
Passeava num morro
vestido de Diabo.
Provém ser caçador
para não ser caçado.
No topo vi a cena
Do colosso que se erguia
O comboio rumo à guerra
acordou o gigante
que dormia.
Pôs-se de pé em fúria,
E o povo embaixo:
“Há de nos esmagar
Com uma só pisada”.
De pés tão rudes e grandes
fugiu até o Diabo.
Penetrei então
um salão da inquisição.
Padres ajoelhados
solenemente rezavam.
A dor do cristo ardente
carregavam nas faces.
E na confissão dos penitentes
arrancavam o mal
daqueles inocentes.
Me esgueirei pelos cantos
Satanás não é bem-vindo.
Quando saia ainda vi
A fogueira queimando gentes.
Vagava triste Diabo
perdido nas visões
de cenas amargas
que revelam
as humanas ilusões.
Mas ainda um pensamento
estava por principiar,
vi a última imagem
já perto de acordar:
Na entrada da cidade
subia com felicidade
um cortejo de folia popular.
Cantando e dançando carregavam
o Estandarte que vinha a passar.
Ricardo Maciel
domingo, 26 de setembro de 2010
A esquecida operação Satiagraha
Assistam!
http://www.youtube.com/watch?v=UhI_WVSQtXE
Confiram
sentença do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo
http://download.uol.com.br/ultnot/081202Satiagraha.pdfDantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, foi condenado em sentença do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a dez anos de prisão em regime fechado por corrupção ativa, por tentativa de suborno a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Art. 333, caput, do CP
Obs: 310 páginas
Nota-se apenas o crime acima, objetivando claramente a ocultação de tantos outros. Onde estão?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
QUEM COMEU O CORONEL?
DONO DE LANCHONETE É PRESO POR BATIZAR SANDUICHES COM PATENTES MILITARES
Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à Corporação.
E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto
Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local.
Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e
pedir: "quero um coronel mal passado".
Ou sair de lá dizendo: "acabei de comer um sargento".
Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas.
Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.
A casa oferece lanches como o "coronel" (que é o filé com presunto), o
"comandante" (um prato com calabresa frita) e por aí vai.
A brincadeira foi demais para o parco humor dos militares, que dizem que
os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes.
Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a Corporação. O cardápio - garante o dono da lanchonete - pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.
O prato mais caro era o "comandante".
O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, "lula à milanesa", "filé a cavalo" ou "coronel mal passado", etc.
O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que "se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro".
Como se sabe, brigadeiro - além de ser a mais alta patente da Aeronáutica - é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.
"Em Penedo, comer brigadeiro, pode! Comer coronel, Não pode!" - ironizam os advogados da cidade.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336157.shtml
Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à Corporação.
E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto
Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local.
Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e
pedir: "quero um coronel mal passado".
Ou sair de lá dizendo: "acabei de comer um sargento".
Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas.
Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.
A casa oferece lanches como o "coronel" (que é o filé com presunto), o
"comandante" (um prato com calabresa frita) e por aí vai.
A brincadeira foi demais para o parco humor dos militares, que dizem que
os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes.
Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a Corporação. O cardápio - garante o dono da lanchonete - pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.
O prato mais caro era o "comandante".
O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, "lula à milanesa", "filé a cavalo" ou "coronel mal passado", etc.
O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que "se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro".
Como se sabe, brigadeiro - além de ser a mais alta patente da Aeronáutica - é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.
"Em Penedo, comer brigadeiro, pode! Comer coronel, Não pode!" - ironizam os advogados da cidade.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336157.shtml
A primavera volta cantando - Ricardo Maciel
A primavera volta cantando
Planando sobre os vales
Abraçando as cidades
Deitando-se nas serras.
Na primavera volto cantando
E no jorrar da vida matinal
No sul da esfera astral
Vou fecundando tuas terras.
Num grande abraço profundo,
sinto a força da terra que brota,
desde a era mais remota,
em tempos de origem do mundo.
Olho para a vastidão dos campos
E os montes no poente longínquo
Enxergo os abismos profundos
Vejo os mares verdes dos oceanos .
Vamos montados em leões
Até os desertos distantes
E correndo no lombo das feras
lembrar que viemos de outras eras.
Quando lá tivermos chegado
Juntos vamos beber
A água que corre nos rios
Os leões eu e você.
Ricardo Maciel
Planando sobre os vales
Abraçando as cidades
Deitando-se nas serras.
Na primavera volto cantando
E no jorrar da vida matinal
No sul da esfera astral
Vou fecundando tuas terras.
Num grande abraço profundo,
sinto a força da terra que brota,
desde a era mais remota,
em tempos de origem do mundo.
Olho para a vastidão dos campos
E os montes no poente longínquo
Enxergo os abismos profundos
Vejo os mares verdes dos oceanos .
Vamos montados em leões
Até os desertos distantes
E correndo no lombo das feras
lembrar que viemos de outras eras.
Quando lá tivermos chegado
Juntos vamos beber
A água que corre nos rios
Os leões eu e você.
Ricardo Maciel
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Casa Real - Ricardo Maciel
Fui ao baile da casa real
para sentar à mesa com pompa.
Do cortês fidalgo leal
fui convidado de honra.
Gente tão nobre habitava
as terras distantes que andei,
no reino flores se espalhavam
para honra-las me curvei.
Fui tratado com brio
reverenciado como amigo,
admirado como filho,
amado como irmão.
A mais sincera atenção
recebi de toda gente.
Será que foi uma ilusão?
E todos aqui mentem.
Calei meu pensamento,
já chegava ao castelo
Para o meu encantamento
era belo, vivo e modesto.
Danças executadas com graça
enfeitavam o salão que entrei.
O nobre contente bradou ao povo:
Meu filho voltou para ser rei.
Ricardo Maciel
para sentar à mesa com pompa.
Do cortês fidalgo leal
fui convidado de honra.
Gente tão nobre habitava
as terras distantes que andei,
no reino flores se espalhavam
para honra-las me curvei.
Fui tratado com brio
reverenciado como amigo,
admirado como filho,
amado como irmão.
A mais sincera atenção
recebi de toda gente.
Será que foi uma ilusão?
E todos aqui mentem.
Calei meu pensamento,
já chegava ao castelo
Para o meu encantamento
era belo, vivo e modesto.
Danças executadas com graça
enfeitavam o salão que entrei.
O nobre contente bradou ao povo:
Meu filho voltou para ser rei.
Ricardo Maciel
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